sábado, 11 de abril de 2026

OS NANODIAMANTES PRÉ-SOLARES

 

No último artigo que publiquei neste blog, ao mencionar diamantes encontrados em meteoritos, informei que eles são tão pequenos que trilhões deles caberiam na cabeça de um alfinete. A informação foi obtida em uma reportagem publicada pelo Jornal do Brasil.

Eu achei incrível a identificação de diamantes tão pequenos e pensei  que pudesse haver  algum erro na reportagem. Passei dois dias pensando no assunto sempre com aquela dúvida me incomodando.   A fonte era um jornal sério, mas podia ter havido algum erro de tradução ou de digitação. 

Procurei então, através  do Google, obter o artigo científico original de onde a informação fora tirada e ele confirma que os diamantes são extremamente pequenos, tão pequenas que os autores os chamam  de nanodiamantes, mais precisamente nanodiamantes pré-solares.

Como são incrivelmente pequenos, não se consegue analisá-los com microssonda, apenas com atomossondas. As análises não são feitas em cristais individuais, mas usando a massa total  de diamantes, o que fornece  dados da média de um  número extremamente grande deles. A atomossonda é, segundo os autores,  uma  promissora  abordagem analítica  para o estudo desses grãos pré-solares. 

O artigo foi publicado na 41st Lunar and  Planetary Science Conference, em 2010.  O link para acessá-lo na íntegra é https://www.researchgate.net/publication/241370885_Atom-Probe_Tomographic_Study_of_the_Three-Dimensional_Structure_of_Presolar_Silicon_Carbide_and_Nanodiamonds_at_Atomic_Resolution .