No
último artigo que publiquei neste blog, ao mencionar diamantes encontrados em
meteoritos, informei que eles são tão pequenos que trilhões deles caberiam na
cabeça de um alfinete. A informação foi obtida em uma reportagem publicada pelo
Jornal do Brasil.
Eu
achei incrível a identificação de diamantes tão pequenos e
pensei que pudesse haver algum erro na reportagem. Passei dois
dias pensando no assunto sempre com aquela dúvida me incomodando. A fonte era um jornal sério, mas podia ter
havido algum erro de tradução ou de digitação.
Procurei
então, através do Google, obter o artigo científico original de onde a
informação fora tirada e ele confirma que os diamantes são extremamente
pequenos, tão pequenas que os autores os chamam de nanodiamantes,
mais precisamente nanodiamantes pré-solares.
Como são incrivelmente pequenos, não se consegue analisá-los com microssonda, apenas com atomossondas. As análises não são feitas em cristais individuais, mas usando a massa total de diamantes, o que fornece dados da média de um número extremamente grande deles. A atomossonda é, segundo os autores, uma promissora abordagem analítica para o estudo desses grãos pré-solares.
O
artigo foi publicado na 41st Lunar and Planetary Science Conference,
em 2010. O link para acessá-lo na íntegra é https://www.researchgate.net/publication/241370885_Atom-Probe_Tomographic_Study_of_the_Three-Dimensional_Structure_of_Presolar_Silicon_Carbide_and_Nanodiamonds_at_Atomic_Resolution .
Meu caríssimo Pérsio, gostei muito de aprender com sua postagem que me foi enviada pelo nosso amigo comum Roberto Vianna, meu Mestre! Grande abraço!
ResponderExcluirFico feliz com isso. Um abraço para você o Roberto.
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