A chacana, ou cruz andina, é um símbolo milenar em forma de cruz escalonada que, na região de Cusco e no Vale Sagrado (Peru), se vê por toda parte: na arquitetura, no artesanato, em roupas, objetos decorativos, joias, etc. Está presente também nas oferendas dedicadas a Pachamama ou Pacha Mama (Mãe Terra) e em festividades sagradas, como o Inti Raymi.
Inti Raymi é a importante Festa do
Sol, uma tradicional cerimônia religiosa do Império Inca em homenagem ao deus
Sol (Inti), realizada sempre no dia 24 de junho, em Cusco, Peru,
marcando o solstício de inverno e o Ano Novo Inca.
As fotos abaixo mostram algumas peças
artesanais que encontrei à venda na estrada que atravessa o Vale Sagrado. O
artesão que as criou usa prata, conchas e gemas, como malaquita e
turquesa-peruana (crisocola). Vale lembrar
que o Peru é o segundo maior produtor de prata do mundo (em 2007 era o maior).
Segundo a Wikipédia, a cruz
andina representa a ligação entre o ser humano, a natureza e o cosmos na
cosmovisão dos povos indígenas. A palavra vem do quéchua e significa ponte ou
escada, simbolizando a união entre o alto e o baixo, a terra e o céu ou o ser
humano e o divino. Representa os três mundos: Hanan Pacha (o mundo
superior) Kay Pacha (o mundo terreno) e Ukhu Pacha (o
mundo subterrâneo).
Os quatro cantos indicam os
pontos cardeais e as quatro regiões do império inca (Tahuantinsuyo).
Está associada, na Astrologia, ao Cruzeiro do Sul no céu dos Andes.
A espiral que se vê em
algumas tem significado espiritual também, ligado a Pachamama.



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