sábado, 15 de agosto de 2026

 

A chacana, ou cruz andina, é um símbolo milenar em forma de cruz escalonada que, na região de Cusco e no Vale Sagrado (Peru), se vê por toda parte:  na arquitetura, no artesanato, em roupas, objetos decorativos, joias, etc.  Está presente também nas oferendas dedicadas a Pachamama ou Pacha Mama (Mãe Terra) e em festividades sagradas, como o  Inti Raymi

Inti Raymi é a importante Festa do Sol, uma tradicional cerimônia religiosa do Império Inca em homenagem ao deus Sol (Inti), realizada sempre no dia 24 de junho, em Cusco, Peru, marcando o solstício de inverno e o Ano Novo Inca.

 As fotos abaixo mostram algumas peças artesanais que encontrei à venda na estrada que atravessa o Vale Sagrado. O artesão que as criou usa prata, conchas e gemas, como malaquita e turquesa-peruana (crisocola).  Vale lembrar que o Peru é o segundo maior produtor de prata do  mundo (em 2007 era o maior).






Segundo a Wikipédia, a cruz andina representa a ligação entre o ser humano, a natureza e o cosmos na cosmovisão dos povos indígenas. A palavra vem do quéchua e significa ponte ou escada, simbolizando a união entre o alto e o baixo, a terra e o céu ou o ser humano e o divino. Representa os três mundos:  Hanan Pacha (o mundo superior)  Kay Pacha  (o mundo terreno) e Ukhu Pacha (o mundo subterrâneo). 

Os quatro cantos indicam os pontos cardeais e as quatro regiões do império inca (Tahuantinsuyo).  Está associada, na Astrologia, ao Cruzeiro do Sul no céu dos Andes.  

A espiral que se vê em algumas tem significado espiritual também, ligado a Pachamama.

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